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Crédito para estudante universitário: financiamento estudantil, bolsas e o que evitar

Antes de qualquer empréstimo, existe uma sequência de programas gratuitos ou subsidiados que a maioria não esgota.

Por Marcelo MoreiraPublicado em 06 de agosto de 20264 minutos de leitura
Foto: Joachim Schnürle / Unsplash
Foto: Joachim Schnürle / Unsplash
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Em resumo
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Para financiar os estudos, a ordem que minimiza o custo é: primeiro esgotar bolsas e programas públicos, como ProUni e bolsas institucionais; depois avaliar o financiamento estudantil público, que costuma ter condições melhores que as do mercado; em seguida, financiamentos privados oferecidos pelas instituições de ensino; e apenas em último caso o crédito pessoal. Pagar mensalidade com cartão de crédito ou cheque especial é a alternativa mais cara.

A conta do ensino superior não é só a mensalidade: é transporte, material, alimentação e o tempo que deixa de ser trabalhado. Por isso vale montar a estratégia inteira antes de assinar qualquer contrato — a decisão financeira aqui acompanha a pessoa por muitos anos.

A ordem que reduz o custo

Cada degrau abaixo é mais barato que o seguinte. Pular etapas é o que encarece a formação.

  1. Bolsas públicas e programas de acesso, como o ProUni
  2. Bolsas da própria instituição, por mérito, necessidade ou convênio
  3. Programas municipais e estaduais de apoio ao estudante
  4. Financiamento estudantil público
  5. Financiamento privado oferecido pela instituição de ensino
  6. Crédito pessoal ou consignado, se houver margem na família
  7. Nunca: cartão de crédito rotativo e cheque especial

O que verificar antes de financiar

ItemPor que importa
Carência durante o cursoSe paga algo enquanto estuda ou só depois de formado
Prazo de amortizaçãoQuantos anos após a formatura para quitar
CET da operaçãoO custo real, não só a taxa
Exigência de fiadorCompromete outra pessoa pelo contrato
O que acontece se trancar o cursoMuitos contratos antecipam a cobrança
Reajuste da mensalidade financiadaO valor financiado pode crescer

O erro de financiar com cartão

Parcelar mensalidade no cartão e depois entrar no rotativo é a forma mais cara de estudar. O rotativo está entre as modalidades de maior custo do mercado.

Pela regra dos 72, a taxas típicas de rotativo uma dívida dobra em poucos meses. Uma mensalidade atrasada vira, em um ano, um valor irreconhecível — enquanto o curso ainda nem terminou.

Se um familiar for usar a margem consignável

É comum a família recorrer à margem de um aposentado ou de quem tem carteira assinada para pagar a faculdade. A taxa é baixa e a aprovação é fácil.

O ponto que precisa ficar claro: a dívida é de quem assina. O desconto sai do benefício ou do salário dessa pessoa por anos, cumprido ou não o combinado. Coloque o acordo por escrito, mesmo dentro de casa, e prefira o prazo mais curto possível.

  • A dívida é de quem assina, não de quem estuda
  • Prefira o prazo mais curto que a parcela permitir
  • Não comprometa a margem inteira
  • Coloque o combinado por escrito
  • Reavalie a cada semestre, junto com o desempenho no curso

Reduzir o custo total do curso

Financiar menos vale mais que financiar barato. Alguns ajustes reduzem bastante o valor que precisa ser coberto por crédito.

  • Aproveitamento de disciplinas cursadas anteriormente
  • Bolsas por convênio de empresa, sindicato ou associação
  • Programas de monitoria e iniciação científica com bolsa
  • Estágio remunerado compatível com a grade
  • Material usado e bibliotecas em vez de compra de livros
  • Comparar o custo total do curso entre instituições, não só a mensalidade

Cuidado com ofertas fáceis

Estudante endividado é público-alvo de oferta agressiva, e circulam promessas de crédito estudantil aprovado na hora que são apenas crédito pessoal caro com outro nome.

Confirme sempre qual é a instituição financeira responsável, peça o CET por escrito e desconfie de qualquer cobrança antes da liberação.

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Perguntas frequentes

Qual a ordem certa para buscar recursos?
Bolsas e programas públicos primeiro, depois financiamento estudantil público, depois financiamento privado da instituição e, por último, crédito pessoal.
Posso usar consignado para pagar faculdade?
Se houver margem sua ou de um familiar que decida usá-la, sim, e a taxa costuma ser baixa. Mas a dívida é de quem assina — combine por escrito.
Parcelar mensalidade no cartão é boa ideia?
É a alternativa mais cara. Se entrar no rotativo, a dívida cresce muito rápido e costuma ultrapassar o valor do curso.
O que acontece se eu trancar o curso?
Muitos contratos de financiamento preveem antecipação da cobrança ou fim da carência. Leia essa cláusula antes de assinar.
Preciso de fiador?
Depende da linha. Alguns financiamentos exigem, o que compromete outra pessoa pelo contrato. Considere isso no momento da escolha.

Marcelo Moreira

Consultor de crédito

Atende clientes da CredFácil Sacramento desde a fundação. Especialista em consignado INSS e antecipação de FGTS, escreve para explicar em português claro o que os contratos escondem em letra miúda.

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