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Educação FinanceiraMétodo

Como sair das dívidas: um método em 6 passos que funciona sem mágica

O caminho realista para quem tem mais conta do que salário — sem promessa de solução instantânea.

Por Marcelo MoreiraPublicado em 06 de agosto de 20263 minutos de leitura
Foto: Annie Spratt / Unsplash
Foto: Annie Spratt / Unsplash
6
passos do método
Taxa
critério de prioridade
0
soluções mágicas
Em resumo
  • O primeiro passo é listar todas as dívidas com valor, taxa e credor — sem essa lista, qualquer plano é chute.
  • Priorize pagar as dívidas de maior taxa, e não as de maior valor.
  • Crédito novo só ajuda quando substitui uma dívida mais cara por outra mais barata.
Para sair das dívidas: 1) liste todas com valor e taxa; 2) ordene da maior taxa para a menor; 3) corte gastos temporariamente; 4) negocie com cada credor; 5) só use crédito novo se for mais barato que a dívida atual; 6) reconstrua a reserva para não recomeçar o ciclo.

Quem está endividado normalmente não tem um problema de matemática — tem um problema de visibilidade. Enquanto as dívidas estão espalhadas em faturas, carnês e boletos, elas parecem maiores e mais confusas do que são.

1. Faça a lista completa

Anote cada dívida com credor, valor atualizado, taxa mensal e data de vencimento. Inclua o que você deve a familiares. Essa lista é a única ferramenta indispensável do processo.

2. Ordene por taxa, não por valor

A intuição manda quitar primeiro a dívida menor, porque dá sensação de progresso. A matemática manda quitar a de maior taxa, porque é ela que cresce mais rápido.

Tipo de dívidaCusto relativoPrioridade
Rotativo do cartãoAltíssimo
Cheque especialAltíssimo
Crédito pessoalAlto
Carnê de lojaMédio
ConsignadoBaixoÚltima

3. Corte o que dá, pelo tempo que precisar

  • Assinaturas que você não usou no último mês
  • Delivery e conveniência, que somam mais do que parecem
  • Serviços duplicados: dois streamings do mesmo tipo, dois pacotes de dados
  • Compras parceladas novas — o parcelamento é dívida futura

4. Negocie com cada credor

Credores preferem receber menos a não receber nada. Peça o valor à vista com desconto, e só aceite parcelamento cuja parcela caiba de fato.

  1. Ligue ou use o canal digital do credor e peça proposta de acordo
  2. Compare com feirões de negociação, que costumam ter descontos maiores
  3. Exija o acordo por escrito antes de pagar a primeira parcela
  4. Confirme a baixa da negativação depois da quitação

5. Use crédito novo apenas para trocar caro por barato

Pegar consignado a 1,85% ao mês para quitar rotativo de cartão é uma troca que faz sentido. Pegar consignado para pagar conta de luz atrasada, sem mudar nada no orçamento, apenas adia o problema e adiciona uma parcela.

6. Reconstrua a reserva antes de qualquer outra coisa

A maior parte das pessoas volta a se endividar por causa de um imprevisto, não por descontrole. Uma reserva pequena, de um mês de despesas, já quebra esse ciclo.

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Perguntas frequentes

Vale a pena pegar empréstimo para quitar o cartão?
Vale quando a taxa do empréstimo é claramente menor que a do rotativo e a parcela cabe no orçamento. Se você continuar usando o cartão da mesma forma, o resultado é dobrar a dívida.
Dívida prescrita ainda pode ser cobrada?
A prescrição impede a cobrança judicial e a negativação, mas o credor pode continuar tentando receber de forma amigável. Consulte antes de pagar dívida muito antiga.
Quanto tempo leva para limpar o nome?
Depois da quitação, a baixa costuma ocorrer em até cinco dias úteis. Se não acontecer, exija do credor e registre reclamação no órgão de proteção ao crédito.

Marcelo Moreira

Consultor de crédito

Atende clientes da CredFácil Sacramento desde a fundação. Especialista em consignado INSS e antecipação de FGTS, escreve para explicar em português claro o que os contratos escondem em letra miúda.

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